Por que as pessoas agem diferente comigo?
Eu sempre abdico de alguma coisa em nome delas, abro mão de algumas pessoas até.
Falo coisas bonitas em dias especiais, faço a maior cena pra entregar um presente, escrevo homenagens, digo que gosto, digo que amo.
Tento agradar muito e ao máximo.
Não que eu espere um retorno, mas, ao menos uma demonstração por mais sutil que seja de afeto...
É muito ruim saber que recebeu um presente só porque você presenteou também, perceber o ar de obrigação e ouvir o cancelamento daquele programa que iam fazer.
Você que abraçou forte, nem ao menos irá receber um telefonema, aliás, recebeu um dia antes e que graça tem isso?
São gestos (in) diferentes de quem eu não esperava.
É bom que assim, talvez, eu aprenda...
E aprender nessas circunstâncias há de servir pra alguma coisa...
Menos pior.
Eu só queria pensar que não estou errada.
Quem eu amo é muito importante pra mim e eu quero me lembrar sempre do que estou sentindo hoje, não pra me torturar, mas pra não cometer o mesmo erro.
Tentar olhar pro umbigo talvez seja a solução.
Ou, pelo menos não dar ouvidos ao meu coração, burro, sem sentidos e machucado. Completamente machucado.
Aprender. Talvez ao menos isso aconteça.
Dizem que tudo sempre tem um lado bom.
Espero.
(escrito por Daiana Geremias, num dia tristemente melancólico depois de ler um texto do Kleber, irmão da minha melhor amiga...)
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